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Sua farmácia está preparada para aplicar o teste rápido para COVID-19?

Os teste rápidos para a COVID-19 chegaram no fim do mês de abril de 2020 como uma medida para contribuir  no combate à pandemia. Os teste são tecnologias usadas para que as farmácias sejam pontos fundamentais de cuidados primários à sociedade, além de auxiliar no escoamento de superlotação em hospitais e postos de saúde. 

Quase 4 meses depois, farmácias ainda estão se adaptando a rotina de testagens. Segundo a Anvisa, a ação tem “tem caráter temporário e excepcional”, para aumentar a rede de testagem e reduzir a demanda em espaços públicos de saúde. Mas será que a sua farmácia está preparada para aplicar os testes para Covid-19? 

As testagens só podem ser realizadas por farmácias que adotarem as diretrizes, protocolos e orientações estabelecidas pela Anvisa e pelo Ministério da Saúde, como registrado nas diretrizes da RDC 377/2020. Algumas delas são:

I – seguir as Boas Práticas Farmacêuticas, nos termos da Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 44, de 17 de agosto de 2009;

II – ser realizada por farmacêutico treinado;

III – utilizar os dispositivos devidamente regularizados junto à Anvisa;

IV – garantir registro e rastreabilidade dos resultados; e

V – delimitar fluxo de pessoal e áreas de atendimento, espera e pagamento diferentes para os usuários que buscam os serviços de teste rápido em relação aos que buscam os outros serviços na farmácia.

Outro aspecto que deve ser bem planejado é o fluxo dos pacientes que vão fazer o teste dentro da farmácia. Considerando que a pessoa buscou o teste por estar com sintomas, ela deve ter contato mínimo com outros dentro da farmácia. 

Assim, o fluxo de atendimento, pagamento, anamnese farmacêutica e espera devem ser esquematizados de modo a garantir a segurança de todos que estão no estabelecimento. 

O procedimento da testagem dura em média 20 minutos e deve ser executado em uma sala privativa, com todos os protocolos de segurança. 

O profissional que aplicar o teste deve estar capacitado para interpretar o resultado para o paciente, considerando os dados e os sintomas descritos por ele. 

O teste rápido não é um “resultado final”, mas uma parte das informações que podem diagnosticar um possível contágio. Estar atento neste momento é essencial, pois um resultado falso-negativo pode ser sinônimo de contágios. É importante sempre ressaltar ao paciente que os testes não têm finalidade confirmatória, servem apenas para auxiliar no diagnóstico da doença. 

E se o resultado for positivo? A equipe farmacêutica precisa ter conhecimento e postura para auxiliar e conduzir o paciente, instruindo-o da maneira mais correta. 

Como já dito, os testes rápidos não possuem subsídios suficiente para diagnosticar ou não alguém.  A anvisa sugere que haja isolamento domiciliar por 14 dias no paciente que está com sintomas, mesmo que teste rápido tenha dado negativo. 

Além dos aspectos técnicos citados, o atendimento humanizado, ético e sensível é de extrema importância neste momento, afinal, é um momento atípico e que gera tensão nos pacientes. 

Este foi o nosso artigo de hoje, esperamos ter esclarecido suas dúvidas. Ficou com alguma questão pendente ou quer conhecer um pouco mais sobre sistemas de gestão no ramo farmacêutico? Entre em contato com a nossa equipe, será um prazer atendê-lo. Até a próxima! 

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